Entrevista: Mari Figueró

Para a reestreia da categoria de Entrevistas, nada melhor do que fazer umas perguntinhas para a fofíssima Mari, do Oh, fashion!. Para quem não conhece: com apenas 22 aninhos, Mari(ana) é responsável pelo blog Oh, fashion. Desde o ano passado, mora em Buenos Aires. É casada e mãe da coisamaisquerida da Nina, uma buldogue francesa, que seguido figura nas fotos do blog. Quer saber mais? Clique aqui.

Mdta O blog está indo pro 3º ano e com muito sucesso. Quando começou a escrever, você tinha essa ideia em mente, fazia parte do plano?

Mari Não, minha ideia era criar um blog pessoal com foco em moda e compartilhar com amigas e um pequeno número de pessoas. Não imaginava que cresceria tanto assim, hoje tenho mais de 100 mil visitas por mês. Estou muito feliz com esse número de leitoras!

Mdta Profissão: blogueira?

Mari Sim, quando percebi que o blog estava dando certo comecei a investir e gastar muito mais tempo nas postagens. Hoje eu passo quase que o dia todo respondendo emails, checando e atualizando as redes sociais e escrevendo postagens para o blog.

Mdta Como você classifica o estilo das nossas hermanas argentinas?

Mari As argentinas adoram um cabelo longo e bagunçado, muitos acessórios, plataformas pesadas e maquiagem discreta. A maioria adora misturar o estilo hippie com o rocker, a gente consegue ver isso também nas marcas como Complot (que entrega no Brasil), 47 Street (idem), A.Y. Not Dead, e outras.

Mdta E qual a dica para quem estiver de passagem por aí?

Mari Buenos Aires é cheia de passeios e restaurantes legais, eu adoro os bairros Palermo, Recoleta e San Telmo… são cheios de lojas bacanas, antiguidades, bares e restaurantes. Mas meu local preferido é o Porto Madero, ótimo para caminhar tanto de dia quando de noite. Também vale visitar o Madero Tango, uma mistura de jantar com show de tango ao vivo, é ótimo!

Acima, Mari usa colar Drink (esgotado, veja similares aqui) e pulseira Shamballa, ambos da Mercedita.

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Entrevista: Ricardo Toscani

Eis um exemplo de raparigo multiuso: designer, fotógrafo, marido da Lucia, ilustrador, cozinheiro autodidata, integrante de banda, pai da Alice, blogueiro do Culinária Tosca. Não necessariamente nesta ordem. Mas buenas, como são muitos predicados vamos concentrar num: cozinheiro autodidata. Com vocês, entrevista exclusiva com o cozinheiro Tosco: Ricardo Toscani

Mdta: De onde e desde quando vem o interesse pela cozinha caseira/sem frescura?
Toscani: Bastante tempo, curiosidade infantil de fazer negrinho, pipoca, depois provar o bolo de chocolate do meu irmão, nos meus 10 anos fiz o brigadeiro da minha festa, rendeu pouco, mas o suficiente para o pequeno número de convidados.  Também podemos dizer desde que comecei a namorar Lucia há 10 anos. Cozinhava pra ela, quando de repente meu irmão abre a porta da cozinha e pergunte para Lucia:”É omelete?” Resolvi aprender um segundo prato.
Mdta: E a idéia dos eventos da franquia Toscozinha, como surgiu?
Toscani: Sair do blog mesmo, expandir, o cara me vê cozinhando, dando dicas, por mais toscas que sejam, deve ter a curiosidade pra provar. Gosto de receber as pessoas, dizem que é do signo de libra, acho que o legal de um restaurante é ser bem atendido e a comida ser bem boa. Minha mulher me estimulou, provavelmente o Toscozinha seja idéia dela, e só o nome seja meu. Mas enfim, pensamos que não só o dinheiro, porque tá barato, mas para juntar pessoas diferentes numa mesma mesa e conversar, trocar receitas quem sabe, e ter a resposta alí na mesa se sabe cozinhar mesmo ou é só firula.
Mdta: A instabilidade criada pelas primárias americanas pode inflacionar o preço do Toscozinha, previamente congelado em R$35,99?

Toscani: Não, de maneira alguma, o que interfere no Toscozinha, além do cardápio, é o nível do hype, o barulho na mídia. Antes de rolarem as entrevistas era 35,99 agora que já fui entrevistado até pela Sabrina Parlatore e ela provou e parece que gostou da comida, subi pra 36,00. Quando eu for pra Ana Maria Braga vou inflacionar, já tenho até o preço: 36,14. E se eu for entrevistado pelo Edu Guedes cobrarei 35,87.
Assista uma das matérias sobre o Culinária Tosca aqui
Leia reportagem no Estadão aqui 

Na cozinha do Cafofo. Crédito: Lucia Faria

Mdta: Tem algum Everest pro cozinheiro Tosco, um prato que não consegue acertar?

Toscani: Quando é assim nem me meto, só quando sou desafiado, não fujo de uma peleja. Enrolo, demoro pra fazer, mas faço. Por enquanto vou no trivial, no arroz com feijão… Aliás, minto… No arroz mando bem, mas feijão nunca tinha feito, até que uma menina encomendou um cardápio pra uma festa no Cafofo. Pediu cachorro quente – especialidade da casa- e caldinho de feijão… Nunca tinha feito, mas na internet tá cheio de blogs bons de culinária, peguei uns 3, li, fiz a minha, e foi elogiado por uma mineira, que sempre quando vai pra casa pede pra mãe dela fazer… Perguntei pra ela se o meu estava digno de mãe e ela disse que sim. Pra mim esse é o melhor elogio: “Tua comida é de mãe.”
Mdta: Será que rola um Toscozinha em Porto Alegre, numa vinda pra cá? A Mercedita se vira com a organização local.
Toscani: Opa, vamo aí!! Gosto de uma peleja!!
Mdta: O cozinheiro Tosco tem pé atrás com algum movimento ou tipo de culinária? Por exemplo, junkie food, aqueles pratos “finos”, com espumas e talz.
Toscani: Defendo a bandeira do bom gosto. Comida é coisa sagrada, por mais que alguém coloque fios de ovos e rodelas de abacaxi maculando um delicioso tender. Se agrada, manda ver. Acho que vale o respeito. Até pela espuma…(mas acho sem sentido), se quer comer espuma come clara em neve com açúcar…

   Gosto muito de junkie food, sou junkie, gosto de bob’s, mac, mas o melhor é o burguer king. Mas o xis santamariense bota todos no chinelo. Como churrasco grego, adoro um churrasquinho de gato. Pastel de beira de estrada. Não gosto de restaurantes que tenham muitas regras, de como comer… Fui num chique em Sampa, fui cobrir um almoço e todos fotógrafos foram convidados para almoçar. Mas tudo tinha o mesmo gosto de maçã…peixe, salada, sobremesa, além de um manula de como comer cada coisa (aqui exagero um pouco, mas o garçom dava uns toques) acho que a melhor regra é a satisfação, prazer.

Mdta: No papel de pai, rola uma preocupação maior com a comida na hora de cozinhar pra filhota?

Toscani: Sempre me preocupei com sabor, quando fazia papinhas pra Alice, não via a hora de liberar o sal, o oliva e a manteiga, principalmente a manteiga. Mas é claro que tem que ter legumes, um verdinho básico, mas a peocupação é o sabor.

   Quando cozinho, seja pra Alice, pro público do Toscozinha, ou só pra mim, gosto de usar a palavra preferida do Manoel Carlos, superação. Já perdi a conta de quantas vacas atoladas, galinhas com cerveja, galinhadas cozinhei. Mas nunca posso fazer uma pior. Só no nível ou melhor. Em qualquer ocasião sou cozinheiro. Pai, marido, cunhado, genro, amigo, filho, pouco importa para quem cozinho. O que importa é que todos comam bem, felizes e goste muito.

Saindo do papo filha, sempre vou ligar comida a prazer, comida é relacionada a sexo também. Então sou a favor de tudo feito com muito amor e com as mãos bem limpas…

Entrevista: Paul Azevedo

Paul Azevedo. Crédito: Daniel Lacet
Por Bianca Mercedita
 
Mulher não muda de cabelereiro como quem muda de roupa, né? É uma relação de confiança… Ainda mais se você quer mudar de corte, fazer algo novo. Mas tem vezes que vale o “risco”. Até porque… cabelo cresce!
Tá afim de dar uma mudada? Nós mais que indicamos o Salão do Paul. Testado e aprovado pela equipe da Mercedita. A gente já tinha lido sobre o lugar há uns dois anos, numa revista local – que nem existe mais. Ficamos encantadas com o estilo pra lá de kitsch do ambiente, que fica no centrão de Porto Alegre.
Salão do Paul. Crédito: Raul Krebs
O salão é do Paul, só do Paul. Só tem o Paul. E basta. É ele quem corta, pinta, lava, conversa e brinca com o corte enquanto dá dicas de como arrumar. E dá de tudo: a turma dos roqueiros, o pessoal do teatro e gente como a gente.
Quando bateu aquela vontade de radicalizar, foi pra lá que me mandei. Munida de duas amigas, pra dar um apoio moral. Chegando no endereço, pensamos: é aqui?!? Era. O Salão fica num prédio antigo, quase no final de um corredor pouco iluminado. Eu já estou no 2º corte com ele. E a-man-do. 
Mercedita + Paul em ação
Mdta: Você tem vários conhecidos da cena cultural de Porto Alegre. Se não fosse cabelereiro, teria enveredado pra alguma dessas áreas?  
Paul: Acho que seria design de  móveis ou interiores. Certamente algo na área .
Mdta: Você já teve outros profissionais no salão, como manicure, né? Por que resolveu ficar só com o serviço de cabelereiro?  
Paul: Sim, tive. Estou trabalhando  sozinho há 7 anos porque optei focar no corte. Tenho  uma boa  clientela  que me  permite fazer isso e, quando necessário, chamo  um maquiador para  eventuais  trabalhos.
Mdta: Na sua opinião, cabelo tem moda/tendência?
Paul: O meu  cliente não segue modismos.  Trabalho com pessoas que  já  tem informação  de  moda e parto  deste princípio quando  corto  cabelo.  Depois  da  internet, as  informações chegaram muito rápido para  as pessoas. O  que  é  ótimo 
Mdta: Qual cabelo gostaria de cortar e por quê?
Paul: David Bowie! Seria a chance de tê-lo no meu salão.
Mdta: E qual cabeça cortaria e por quê?
Paul: Não tenho  tempo  para  pensar em  quem  não  gosto.
Mdta: Você já se negou a fazer algum corte num cliente, por achar que não ía ficar bacana?
Paul: Antes  até  existiam situações em  que  podia  ocorrer algum desentendimento… mas atualmente  isso  é  mais  raro,  já conhecem meu  trabalho. Geralmente um indica para o outro.
Mdta: Existem produtos bem caros pra cuidar dos cabelos. Tem algum que, na sua opinião, vale o investimento?  
Paul: Bed head vale o investimento.
Mdta: Considerando as “celebridades”, qual o corte mais acertado e o mais equivocado? 
Paul: A  Gisele Bundchen trouxe para  a  moda  a  volta do  cabelo  longo, que não  é  crespo nem  liso,  por  isso foi  legal que  as pessoas  começaram  aceitar mais este  tipo de  cabelo.  A moda  da  chapinha  ter  acabado também  é  ótimo! Não vejo alguém  para  indicar ,  muitas celebridades têm cortes de  cabelo  bacana … mas são todos meio parecidos. E isso  é  meio monótono.
Mdta: Quando larga as tesouras, o que gosta fazer em PoA? 
Paul: Já  gostei  bastante  da  cena noturna  de  Porto  Alegre, mas  atualmente prefiro reuniões com  amigos  especiais, cuidar  das  minhas  plantas, passeios culturais e programas gastronômicos.
Mdta: Além do salão, você tem algum projeto paralelo? 
Paul: Viajar, conhecer outras pessoas, lugares, cores e sabores.
Curtiu? Então se joga!
Rua Marechal Floriano, 280/12 – Centro, Porto Alegre
paul.azevedo69@hotmail.com
51.3225.6019

Entrevista: Todo Dia um Look

Matias, Vinícius e Gabriel

Se você acompanha blogs e sites de moda, com certeza já ouviu falar do Todo Dia um Look, ou TDUL para os íntimos. Trata-se de um blog mega-blaster divertido, que tira a maior onda do mundo fashion, e que é alimentado de forma nada balanceada por 3 amigos gaúchos.

Online desde abril de 2011, o blog conquistou seguidores e a atenção de gente grande, como o portal G1 (da Globo) e do conhecido e muito acessado blog Pesticos (de Julia Petit). Hoje, estreiaram a participação no site FFW, dos organizadores do SPFW! OMG, gurias!

Utilizando de muito networking, conseguimos o aceite para uma entrevista exclusiva. Como dizem nos auto-falantes das Lojas Renner: “Parabéns, equipe!” Com vocês, os guris por trás do TDUL.

Gabriel, Vinícius e Matias

Mdta: Como surgiu a ideia de fazer um blog tirando sarro do mundo fashion?
Vinícius: O Matias, esse coolhunter, me mandou o blog da mina do Um Ano Sem Zara. Ela era tão bem vestida diariamente que me deu um pouco de medo e já sugeri de fazer o Todo Dia Um Look, com nossas roupas escrotas, que são as que usamos mesmo, nada ali é pra piadinha ou fantasia, realmente não temos pudor ou bom gosto. Depois chamamos o Gabriel, que é o mais empreendedor e famoso de todos (ele pode falar sobre seus prêmios dançando lambada).

Mdta: Vinícius, quem nasce em Muçum, como você, é…?
Vinícius: “Molestado”, acho que foi o termo que meu psicológo usou. Molestado também é como eu me sinto ao ouvir um “Tu é de Muçum? E Zacarias, onde fica?”.

Mdta: Gabriel, como é esse negócio de dançarino premiado de lambada?
Gabriel: Geral pensa que é piada, mas é verdade. Foi na escola, a lambada era a trending topic e eu ainda usava as roupas que minha mãe me mandava usar. Naquele dia ela me vestiu com um colete de veludo vermelho, pois iria rolar um passeio da turma em um evento da cidade. No tal evento havia um concurso de lambada para crianças e eu subi no palco com duas coleguinhas (eram gêmeas) e dancei daquele jeito que o cara fica no meio com as meninas do lado. Foi demais e eu ganhei uma medalha, infelizmente de 2º colocado.


Mdta: Matias, você se considera um geek, certo? O que não pode faltar no armário de um geek antenado?
Matias: Sou geek, mas geek é diferente de nerd. Eu não preciso ser um cabeção da física pra ser geek, só ter um interesse exagerado em algumas coisas,como aqueles gibis de faroeste ou filmes de nazixploitation. Não sei quanto aos outros geeks, mas no meu armário não pode faltar Jimo Cupim® e Boa-noite Cinderela (nunca se sabe quando vamos receber visitas).

Mdta: Como blogueiros de moda, como vocês encaram a concorrência do Bryan Boy?
Vinícius: Bryan Boy não é concorrente, e sim um amigo pessoal de todos nós (inclusive, um affair antigo de um dos três, vamos deixar na imaginação de vocês [do Matias]). E ele é desses fashionistas tão extravagantes que a gente nem consegue não curtir. Trívia: não fazíamos ideia do que era antes de clicar no link que vocês nos mandaram, o que diz muito da nossa metodologia enquanto repórteres de moda.

Mdta: O que é mais man repeller na moda feminina atual?
Vinícius: Te falar que as mulheres da moda no geral me intimidam. Acho que falar da calça saruel é mijar contra o vento, né? Minha namorada curte uma moda e se arruma, mas o grande barato pra mim é o famoso Figurino de Churrasco: chinelo, short e camiseta. Daí que tu se liga no caô. Vou passar o microfone pros meus colegas de blog enquanto cruzo as pernas lentamente e escondo minha ereção.

Gabriel diz para Vinícius:
Tu vai falar que tem namorada? Manja que eu evito isso, sabe. Nosso público é feminino… Acho legal deixar sonhar…


Mdta: Qual é o mais must-have do guarda roupa masculino neste outono inverno?
Gabriel: Com certeza é a naftalina. Como vocês devem saber, roupas velhas atraem traças.

Mdta: Como críticos de moda masculina, qual a opinião de vocês sobre o estilo da banda Restart?
Gabriel: Eu gosto. Não vejo nada de errado. Vocês já viram como o Marcelo Camelo se veste?

Mdta: Nós achamos que eles podem por em risco a adoção da tendência color blocking no Brasil…
Todos juntos, mas em tempos diferentes: O que é color blocking?


Quer mais? Então bora acompanhar o trabalho deles:

Entrevista: Susi Borges

Susi Borges. Foto: Juliano Conci

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Efusiva. É assim que definimos a jornalista e amiga Susi Borges. Temos certeza de que todos que a conhecem vão concordar, néam? É dona de um vocabulário super particular. Leva um tempinho até a gente memorizar tudo e entender os significados, mas em dois toques já estamos falando a língua dela. Incrível!

Ela curte muita música, correr no Parque Redenção e tattoos. Atualmente, é jornalista responsável da região de Porto Alegre do portal ObaOba, do Grupo RBS. O site também está presente em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Mdta: Como é trabalhar num portal com foco em conteúdo de entretenimento, como no caso do ObaOba?

Susi: Diria que não chega a ser um “trabalho” no sentido literal da palavra. Para quem é comunicativo e gosta de música, noite e entretenimento como um todo, trabalhar no ObaOba é estar em casa. Me sinto muito à vontade no que faço porque é feito com prazer e acho que neste momento da minha carreira não poderia estar em lugar melhor.

Na labuta, em algum evento bacana.

Mdta: Na sua opinião, qual vai ser o “show do ano”?

Susi: Pois é, já vi alguns bons esse ano e sei que vem coisa boa pela frente. Mas é difícil afirmar qual vai ser o melhor. Às vezes tu acha que um show vai bombar e quando vê o artista não corresponde a expectativa. Considerando o número de acessos que o ObaOba registrou desde que iniciamos a divulgação, hoje apostaria no Jack Johnson. A procura está incrível e é o primeiro dele em Porto Alegre. Mas também vem Eric Clapton e muitos outros… É arriscado afirmar. Por exemplo, fui ver Ozzy Osbourne sem nenhuma expectativa já que não é o meu estilo de música, mas o show me surpreendeu no conjunto e pra mim foi um dos melhores que já vi até agora este ano. Viu como é difícil dizer? Hehehe

Mdta: Que estilo de roupa faz mais a sua cabeça no dia a dia e qual a melhor combinação para aproveitar melhor os grandes shows?


Susi: No dia a dia, uso o básico e confortável. Nada de salto alto e muito frufru. estilo muito mais prático, minha profissão exige e permite isso. Para curtir os shows, eu poderia indicar tênis, mas não acho legal, quebra todo look, não curto. A não ser que seja um All Star, mas as vezes que eu fui em show assim me dei mal, machuca. Então All Star está banido para mim nessas situações. Nada que um bom coturno não resolva! A estação que estamos agora é dele e faz todo um estilo, além de ser quentinho e mega confortável. Para vestir, acho jeans bem tranquilo e uma blusa básica de algodão. Se quiser ir de uniforme dá pra usar uma camisa xadrez também, eheheeh

Mdta: Qual seria a entrevista da vida?

Susi: Bah… eu tenho uma admiração “subjetiva” como eu costumo dizer pelo Thom Yorke, do Radiohead. Lembro que quando eles vieram para São Paulo eu olhava o Edgar (ex-VJ da MTV) entrevistando a banda no Multishow e meu olhinho brilhava. Mas tem muito artista que eu gosto e que certamente ía curtir trocar uma ideia. Sem falar nas lendas né, tipo Paul McCartney.

Entrevistando para Drops Kzuka, no Donna Fashion.

Mdta: O que tem ouvido atualmente?

Susi: Eu sempre gasto os ouvidos escutando mil vezes alguma coisa que eu gostei muito. Sempre! Acho que todo mundo é um pouco assim… Hoje eu ainda estou no momento Strokes. Esse último álbum deles pra mim está excelente e recém to começando a enjoar. Também gostei bastante do novo do Friendly Fires. Conheci uma banda esses dias que curti, a Land of Talk. Gosto de Metric, Girl Talk, Black Kids, Foals, Pavement, The Twelves, Passion Pit. Admiro muito o Marcelo Camelo e adorei o último álbum… Tenho amigos envolvidos com música e isso me ajuda muito a conhecer bandas novas, coisa que eu adoro. Mas esses nomes que citei são os que escuto no trabalho, indo pro trabalho, ou seja, não largo!

Mdta: Dica de lugares bacanas para um happy hour e para dançar. Quais as suas sugestões para quem visita Porto Alegre?

Susi: Olha, para happy acho bacana o Odessa. Fica no coração do Bom Fim e é frequentado por uma galera estilosinha. Também curto o Papito e o Mulligan, que ficam na Padre Chagas. Para dançar acho legal o Beco. A Casa do Lado também tem festinhas legais… Essa pergunta tá meio cruel, tem gente que vai ficar “maguary”* comigo, hehehe. Tem muitos outros lugares legais para conhecer em Porto Alegre. Agora já abriu casa nova focada em música eletrônica, tem promessa de club novo chegando… Enfim, nada como o inverno para fazer a capital bombar de novo.

Mdta: Aceita escrever sobre entretenimento no blog Soy Mercedita de vez em quando?
Susi: Mas vai ser um prazer!!!

Mdta: 🙂

* ma.gua.ry
adj m+f (neologismo) 1 Ferido, machucado. 2 Ofendido, melindrado. 3 Triste. 4 Dolorido, lastimoso. Ex.: Maria não conseguiu ingresso para show de Jack Johnson e ficou maguary.


Entrevista: Mariano Scorpaniti


Foi buscando por mais produtos exclusivos que conhecemos o trabalho do designer argentino Mariano Scorpaniti. Sorte a nossa que ele se apaixonou por uma fotógrafa gaúcha e resolveu se mudar para Porto Alegre. Scorpaniti criou a grife de bolsas Palermo Chico há menos de 1 ano e já tem suas coleções sendo vendidas em Punta del Este, São Paulo e Porto Alegre. E agora, com a Mercedita, suas criações estão disponíveis para todo o Brasil!

Como nasceu a ideia de criar uma grife de bolsas?

Mariano: Sempre gostei da moda. Há muitos anos, em Buenos Aires, trabalhei com criação de cintos e roupas de couro… Aqui, minha inspiração nasceu com o couro tipo croco. Quando o vi pela primeira vez logo pensei: tenho que fazer alguma coisa com este couro!!!! E assim nasceu Palermo Chico.

Onde você busca inspiração para criar suas coleções?
Mariano: Sempre acompanho as tendências mundiais, mas o que mais gosto e de olhar as pessoas nas ruas.

Como podemos definir o estilo da Palermo Chico?
Mariano: Colorido e divertido. Um mix de vintage e sofisticação.

Já sabemos que você está trabalhando na coleção de verão. O que podemos vem por aí?
Mariano: ¡Muchos colores, chicas! E um mix de couros, animal print de onça e zebra, tecidos peruanos e camurças coloridas.

Mudando um pouco de assunto, queremos saber como foi a experiência de trocar Buenos Aires por Porto Alegre. Você se adaptou rápido?

Mariano: Simplesmente maravilhosa!!! Eu adoro o Brasil e, sobretudo, viajar e enfrentar novos desafios. Buenos Aires tem uma vida noturna bastante movimentada, com bares e restaurantes maravilhosos. Porto Alegre é uma cidade tranquila e com muito verde nas ruas.


Fugindo do tradicional show de tango e dos restaurantes de churrasco argentino, quais as dicas de passeios que um autêntico portenho tem para nos dar?

Mariano: Tenho muitas! Passeios: Puerto de Frutos del Tigre, no bairro Tigre (aos domingos); TEMAIKEN Zoológico, que fica em Escobar e Planetário de Buenos Aires, em Palermo. Para quem gosta de culrura, recomendo Fundación Proa, bairro La Boca, Museo Malba, en Palermo Chico e a Galeria Fotográfica Foster Catena, em Palermo.

E para sair?
Mariano: Indico Milion, na Recoleta; Mundo Bizarro e Bar 6, ambos em Palermo. Para comer, sugiro
o Bereber, de cozina marroquina, em Palermo; Green Bamboo, de comida vietnamita, Palermo e Novecento, american style, Las Cañitas. Para dançar, Isabel, em Palermo; L’abeille, na Recoleta e Tequila, em Belgrano.

Bar 6

Zoo

Ambiente interno do Bereber

bar do L’abeille

Imagens: reprodução